Na quebrada, no estúdio ou no rolê, a música urbana é a trilha sonora que move a vida da galera. Seja no funk, trap, rap ou R&B, a vibe só bate de verdade quando o som chega limpo, com grave encorpado e voz clara. É exatamente nesse ponto que entra a Kuba Áudio, startup brasileira que está mudando o jogo com fones de ouvido modulares, sustentáveis e feitos no Brasil.
O som da rua, feito no Brasil
Criada por Leonardo Drummond e Eduarda Vieira, a Kuba nasceu com uma missão: mostrar que dá pra entregar qualidade de áudio profissional com um produto nacional, feito à mão no Rio de Janeiro.
Enquanto outras marcas descartam fácil, a Kuba valoriza a durabilidade para seus fones e traz um design 100% modular, onde cabo, concha, arco e almofada podem ser substituídos. É tecnologia unindo estilo, sustentabilidade e potência sonora.
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Por que a música urbana abraçou a Kuba
Quem vive música urbana – MCs, DJs, produtores, beatmakers ou ouvintes – sabe que o som não é detalhe, é a essência. No rap, no trap ou no funk 150 BPM, a batida só pega de verdade quando o fone acompanha a intensidade. E é justamente isso que a Kuba entrega: qualidade profissional com preço acessível.
Para conhecer mais sobre a trajetória da marca, batemos um papo com Léo e Duda, fundadores da Kuba, numa troca sobre desafios, inspirações e a visão de futuro da startup que já conquistou espaço no coração da cena.
Entrevista com os Fundadores da Kuba
Como nasceu a Kuba e de onde veio a ideia de criar fones de ouvido modulares?
“Nossa história começou de uma frustração. Eu, Leo, perdi meu primeiro fone high-end porque o cabo quebrou e não tinha como substituir. Aquilo deixou claro o quanto muitas marcas estrangeiras tratavam seus produtos como descartáveis. Junto com minha amiga da faculdade, a Duda, decidimos entregar mais: fundamos a Kuba Audio para criar produtos feitos para durar, modulares e feitos com responsabilidade. Assim nasceu o Kuba Disco, nosso primeiro headphone, que depois foi atualizado para Bluetooth e foi também o primeiro sem fio desenvolvido no Brasil.”
“A gente acredita que fones podem ser muito mais do que acessórios: eles são parte do processo criativo, da rotina de trabalho e também da identidade de quem usa. Queremos mostrar que é possível ter qualidade de som, estilo e consciência ao mesmo tempo.”





Quais são os maiores desafios e vantagens de produzir tecnologia de áudio no Brasil?
“O maior desafio é, sem dúvida, a falta de incentivo para quem quer desenvolver tecnologia por aqui. Exige investimento alto, infraestrutura, equipe e muitos testes e a maior parte disso ainda vem de fora como alto-falantes e conectores pela falta de produção nacional. Por outro lado, existe uma vantagem enorme: entendemos nosso público, somos nosso público. Isso cria uma conexão muito mais verdadeira com nossos clientes.”
Como a filosofia de não descartar peças e prolongar a vida útil do fone se conecta com a cultura jovem e consciente?
“Os jovens atuais já entenderam que não dá pra viver em um mundo de “usa e joga fora”. O consumo consciente virou parte da identidade de quem quer transformar o futuro. Nossos fones modulares conversam exatamente com essa mentalidade: você não precisa trocar tudo, só a peça que estragou. Isso gera economia a longo prazo, reduz nosso impacto ambiental e cria um vínculo mais forte entre a pessoa e o produto.”
A proposta da Kuba é diferente de marcas tradicionais, com peças substituíveis. Como isso ajuda quem vive a correria do estúdio, shows e batalhas?
“Quem vive de música sabe que o fone não pode parar. Seja onde for, se o cabo ou a almofada quebrarem, você não pode esperar para resolver. Com um modelo Kuba, é só trocar a peça e seguir o jogo. Essa praticidade é um diferencial enorme para profissionais, porque garante continuidade no trabalho sem custos absurdos.”

Quais características sonoras vocês priorizam nos fones da Kuba para atender artistas, DJs e produtores de música urbana?
“A gente não acredita em separar “som para profissionais” e “som para o público geral”. Nosso objetivo é entregar qualidade para todos. Buscamos transparência e equilíbrio, para que quem cria consiga ouvir todos os detalhes de uma batida, uma voz e ao mesmo tempo, o público final também aproveite/conheça essa fidelidade. É como comparar um celular de entrada com um top de linha: ambos funcionam, mas a experiência é outra.”
Vocês pretendem lançar novos modelos voltados mais diretamente para DJs, MCs ou produtores musicais de rap, trap e funk?
“Hoje nosso modelo Pro atende muito bem esse público, com base em vários feedbacks de DJs e artistas. Mas sim, temos esse desejo de criar algo específico para esse público. O processo é mais lento porque fazemos desenvolvimento próprio, o que exige investimento alto e tempo de pesquisa. Mas nosso foco é oferecer ferramentas que também contribuam de verdade no dia a dia de quem produz música.”
Com quais artistas, produtores ou projetos a Kuba já trabalhou até hoje e como essas colaborações ajudaram a fortalecer a marca?
“Já tivemos a honra de ter nossos fones usados por artistas e produtores como Emicida, Marcelo D2, a banda Planet Hemp, Rubel e também o produtor da Pabllo Vittar, Cristhian Almeida, que nos abraçou e colocou a Pabllo Vittar com nosso fone em shows e estúdio. Além de técnicos de grandes empresas e grandes canais de conteúdo do YouTube, como a CazéTV. Essas conexões aconteceram de forma muito orgânica, que até nos fez chegar a ser o fone principal do clipe de 40 anos do Rock In Rio. Pessoas que conheceram e experimentaram nossos fones e se interessaram pelo nosso trabalho. Isso nos mostra que estamos no caminho certo e que quando o produto tem qualidade, ele abre portas.”
Gravação 40 anos Rock In Rio com os Fones Kuba..
O que podemos esperar da Kuba nos próximos anos e qual a mensagem que vocês gostariam de deixar para os artistas da cena urbana que sonham em viver de música?
“Queremos criar cada vez mais produtos que empoderem artistas e fortaleçam a cena musical brasileira. Para quem está correndo atrás do sonho, nosso recado é não subestimar seu trabalho. Persistir na música não é fácil, existe muita concorrência, mas ao mesmo tempo nunca houve tantos caminhos abertos para quem é independente. Grandes artistas começaram no quarto de casa e chegaram aos palcos do mundo. O público sente quando a verdade está presente, e é isso que te torna relevante. A Kuba nasceu acreditando no poder de criar algo novo mesmo sem ter todos os recursos, e seguimos acreditando no nosso potencial e das pessoas.”
Som de responsa pra quem vive música
Mais do que uma marca de fones, a Kuba Áudio é um movimento: tecnologia, resistência e identidade sonora, tudo conectado ao lifestyle da rua. Se você cria beats, rima em batalha, solta set no baile ou só curte o som no corre, já tá na hora de conhecer os fones.