Nos últimos dias, o MC Hariel acendeu um debate importante no X (antigo Twitter): será que ainda compensa investir pesado em videoclipes? O questionamento veio após ele relembrar uma fala da Anitta, feita há alguns anos, sobre como os videoclipes estavam perdendo força e poderiam deixar de ser prioridade no planejamento dos artistas. Segundo Hariel, o tempo mostrou que a visão da cantora estava certa.
“A Anitta falou uma vez que os clipes iam perder força. Achei que ela tava exagerando… hoje vejo que ela tava com a razão”, comentou Hariel na rede social.
E aí, será que ele tem razão? Bora trocar uma ideia real sobre isso.
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A era dos clipes icônicos ainda vive?
Durante muito tempo, os videoclipes na música urbana foram uma das principais formas dos artistas se expressarem visualmente. Quem nunca ficou vidrado assistindo a um clipe no YouTube, curtindo cada detalhe da produção, figurino, cenário, conceito? Mas o jogo virou.
Com a ascensão do TikTok, Reels e YouTube Shorts, os vídeos curtos dominaram o consumo de música. Hoje, um vídeo de 15 segundos pode viralizar uma faixa muito mais do que um clipe de 3 minutos superproduzido.
“Os artistas gastam R$ 50 mil, R$ 100 mil num clipe e ele pega menos views que um vídeo de celular que viraliza no TikTok”, comentou o Erick Macedo, CEO do Murb.
Audiovisual ainda é importante, mas precisa se adaptar
Não dá pra dizer que o clipe musical morreu — longe disso. Ainda é uma ferramenta poderosa pra quem quer mostrar identidade, storytelling e alcançar uma galera fiel. Mas a forma de consumir mudou. Hoje, um videoclipe de rap, funk ou trap precisa ser pensado junto com a estratégia digital, com cortes pro TikTok, trechos impactantes e, principalmente, timing de lançamento.
Hariel não é o único que notou essa mudança. Vários artistas da música urbana têm optado por investir em visualizers simples, lyric videos, e até em vídeos caseiros gravados com celular, mas com boa narrativa. E o mais louco: muitos desses vídeos performam melhor que clipes caríssimos.
Vale a pena investir alto? Depende.
Se você é um artista em ascensão, talvez o investimento em clipe musical não traga o retorno esperado. Agora, se a ideia for criar conceito visual forte, marcar presença ou consolidar uma fase da carreira, pode sim valer a pena. Mas uma coisa é certa: a criatividade, estratégia e engajamento valem mais do que a grana.
Videoclipe com storytelling, autenticidade e recorte pra redes sociais tem muito mais chance de alcançar o público do que um clipe bonito, mas vazio.
Conclusão: o game mudou
O que o MC Hariel fez foi mais que um comentário — foi um alerta. O mercado tá mudando rápido, e quem entende o comportamento do público sai na frente. Os videoclipes não morreram, mas o formato clássico tá deixando de ser regra. O futuro do videoclipe na música urbana tá mais conectado com a criatividade, a identidade artística e o consumo multiplataforma.
Se você é artista, MC ou produtor musical, reflita: investir em videoclipe ainda compensa?
A resposta pode estar no que mais conecta hoje: ser real, autêntico e inteligente no conteúdo.